terça-feira, 15 de setembro de 2015

Exlcusivo! Jovem que matou os pais na Aldeia fala ao blog do William: “Não me arrependo”

Por William Fernandes - terça, 15 de setembro de 2015

Franscisco Marlen dos Santos, 20 anos, foi o responsável por uma tragédia que chocou Chapadinha, na tarde desta segunda-feira, 14 de setembro de 2015. Ele matou a golpes de machado, a mãe, Claudionora de Abreu, 50 e o padrasto, Domingos Durans, de 75, e ainda feriu uma irmã, que está grávida, mas foi socorrida e passa bem.

Após cometer os crimes, Marlen fugiu e só foi localizado na manhã desta terça, por moradores, na localidade Bananeira, zona rural de Chapadinha. Ao saber da prisão do acusado, populares e familiares foram à delegacia, onde teve início um princípio de tumulto, mas logo controlado pela polícia.

O Blog do William obteve permissão da polícia para conversar com Marlen. O que se percebe, nos primeiros instantes de conversa, é que, realmente ele não é uma pessoa normal. Perguntei sobre o motivo dos crimes, ele respondeu: “A véia me batia. Ela queria que eu tomasse remédio”.

Perguntei se sabia, ou se lembrava o que tinha feito com os pais, ele respondeu que sim. “Lembro. Eu matei eles com um machado”. Perguntei se ele estava arrependido, Marlen disse, da primeira vez, que não. Mas, mais adiante, ele disse, balançando levemente a cabeça, que sim. Na terceira ocasião, ele voltou a dizer que não estava arrependido e que faria tudo de novo. Na continuação da conversa, quase não se compreendia o que o jovem falava.

De acordo com o delegado Josemar Lima da Rocha, foi lavrado o flagrante e o jovem deve ser encaminhado ao CDP. Rocha disse ainda, que é provável que o juiz solicite um exame de sanidade mental, para certificar se o jovem realmente apresenta problemas psiquiátricos e se no momento do crime, o problema o impossibilitou de ter o discernimento do que estava fazendo.


Familiares confirmaram que o jovem é usuário de drogas e toma remédios controlados. Caso seja comprovado o distúrbio mental de Marlen, ele deve ser encaminhado a uma clínica para tratamento psiquiátrico, em vez de uma penitenciária, disse o delegado.
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