quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Caso Maísa: Mulheres que estão presas em Chapadinha dizem que radialista foi quem convidou a população para a frente da delegacia de Urbano Santos

Comunicador que teria divulgado a falsa notícia sobre a prisão dos suspeitos foi conduzido à delegacia de Urbano Santos para dar esclarecimentos.

Por William Fernandes - quarta, 25 de novembro de 2015

Jefferson Portela, secretário de Segurança Pública
Jefferson Portela, secretário de Segurança Pública
Dentre as 15 pessoas de Urbano Santos, que a polícia conduziu à delegacia de Chapadinha, havia duas mulheres. Em conversa com o blog do William, elas disseram que participaram das manifestações e que queriam "pegar os estupradores". Elas disseram que ficaram sabendo que os supostos estupradores estavam presos, por meio de amigos e vizinhos, que teriam, ouvido numa emissora de rádio. "O locutor foi quem avisou. Ele chamou as pessoas para a frente da delegacia", disseram ela ao blog do William.

Mas, na verdade, as pessoas que estavam depondo na delegacia, eram apenas testemunhas, segundo informou na manhã desta quarta (25), em entrevista A Rádio Mirante AM de São Luís, o secretário de Segurança Pública do Estado do Maranhão, Jefferson Portela.

O secretário deu esclarecimentos sobre a grande confusão ocorrida ontem em Urbano Santos, quando pessoas armadas de paus e pedras, tentaram invadir a delegacia da cidade. O tumulto teria sido motivado por meio de boatos disseminados de que as pessoas que tinham sido conduzidas à delegacia seriam os suspeitos da morte da menina Maísa Moreno, sequestrada, estuprada e morta no último fim de semana.


Jefferson Portela afirmou que as sete pessoas que foram dirigidas à delegacia eram apenas testemunhas do caso e que ajudariam a chegar até o autor do crime que chocou o Maranhão. Porém, a ação violenta dos moradores, segundo o secretário, prejudicou e muito as investigações.
As testemunhas, assim como os outros vinte presos que estavam na delegacia, tiveram que ter a integridade física mantida. Para isso, policiais militares e civis tiveram que realizar uma força tarefa para conter os ânimos e evitar o pior.
Jefferson também informou que o comunicador que divulgou a falsa informação de que essas testemunhas seriam suspeitas do crime, foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos. O nome dele não foi revelado.
O secretário entende a revolta das pessoas mas esclarece que a atitude da população em depredar prédios e veículos públicos foi insana e inconsequente, prejudicando a ação policial.
A Secretaria de Segurança Pública garante que está ouvindo os depoimentos necessários para chegar ao autor do crime bárbaro e realizar a prisão do culpado. Para isso é importante que a comunidade contribua de forma positiva.
Com informações do blog do Minard
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