quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Ricardo Murad se defende em rede social sobre operação da PF e CGU

No esclarecimento, o ex-secretário contesta a acusação de desvios bilionários na pasta da Saúde, e assegura seu trabalho e dedicação voltados para o setor.

Da Redação de O Imparcial
Reprodução
'Por determinação da Justiça Federal, que prontamente atendi, prestei depoimento por mais de 
15 horas, com trinta páginas de esclarecimentos', diz Ricardo Murad
Foto: Reprodução.

O ex-deputado estadual Ricardo Murad divulgou ontem, nota pública em uma rede social, para esclarecer a respeito da operação da Polícia Federal e CGU. A operação resultou em sua condução coercitiva para prestar depoimento sobre desvio de recursos federais da saúde pública entre os anos 2010 e 2013, período que comandou a Secretaria de Estado da Saúde, no governo Roseana Sarney, de quem é cunhado.
No esclarecimento, o ex-secretário contesta a acusação de desvios bilionários apontada pela Polícia Federal, e assegura o trabalho, dedicação e seriedade com os recursos públicos destinados a atender toda rede de saúde do estado.
Em sua defesa, Ricardo Murad alega que a rede estadual de saúde não poderia ter funcionado em sua totalidade, caso a maior parte dos recursos não tivesse sido aplicada. “Um absurdo – completo absurdo, aliás - se imaginar que mais de um bilhão de reais tenha sido desviado de serviços médicos hospitalares da rede estadual. Isso levaria, com absoluta certeza, a que mais da metade dos hospitais do Estado não estivessem funcionando nos últimos cinco anos, porque representaria mais de 50% dos recursos aplicados no setor”, destacou.
O ex-secretário acredita que qualquer um que tenha necessitado dos serviços médicos/hospitalares ou tenha trabalhado da rede estadual, na época de sua gestão como secretário, pode atestar a qualidade dos serviços prestados.
Ricardo Murad diz que atendeu prontamente a determinação da Justiça Federal, prestando depoimento por mais de 15 horas, com trinta páginas de esclarecimentos, onde assegurou que no período em que esteve à frente da pasta da Saúde, não houve qualquer processo pago sem a devida prestação de serviço ou a correspondente entrega dos produtos e materiais, e muito menos pagamentos de médicos e funcionários fantasmas.
 
Nota
MINHAS AMIGAS E MEUS AMIGOS
Peço um pouco da sua atenção.
Me dirijo a vocês neste momento para esclarecer a respeito da operação da Polícia Federal e CGU.
Na Secretaria de Saúde não houve desvios bilionários como afirma o superintendente da Polícia Federal, mas sim muito trabalho, dedicação e seriedade com os recursos públicos que destinamos para atender aos maranhenses uma rede de hospitais, upas e centros especializados de medicina digna de povos avançados.
Um absurdo – completo absurdo, aliás - se imaginar que mais de um bilhão de reais tenha sido desviado de serviços médicos hospitalares da rede estadual. Isso levaria, com absoluta certeza, a que mais da metade dos hospitais do Estado não estivessem funcionando nos últimos cinco anos, porque representaria mais de 50% dos recursos aplicados no setor.
Justamente o contrário do que todos vivenciamos!!! Qualquer um que tenha necessitado dos serviços médicos/hospitalares ou tenha trabalhado da rede estadual na época em que estive como Secretário pode atestar o que digo. Ampliamos e melhoramos muito a oferta de serviços médicos, a quantidade de hospitais, a qualidade do atendimento. Isso é público e notório!!!
Meus amigos, por determinação da Justiça Federal, que prontamente atendi, prestei depoimento por mais de 15 horas, com trinta páginas de esclarecimentos.
Respondi a tudo o que me foi perguntado e deixei registrado que no período em que estive à frente como secretário, ao contrário do que se divulga, não houve superfaturamento, nem pagamentos de serviços, obras, medicamento e materiais médico/hospitalar que tenham sido pagos sem a devida prestação de serviço ou a correspondente entrega dos produtos e materiais e muito menos pagamentos de médicos e funcionários fantasmas.
Sempre me coloquei antes mesmo da operação à disposição da Justiça, MPF e PF e continuo no mesmo propósito porque tenho o dever de defender a nossa obra que, pela primeira vez, deu a todos os maranhenses oportunidades de ter uma rede de assistência à saúde de primeiro mundo
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