terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Caso Maísa: radialista de Urbano Santos suspeito de incitar depredação se entrega à polícia e será encaminhado para Pedrinhas



Suspeito nega ter incitado depredação e alega estar sendo vítima de perseguição política  
Foto: Alessandra Rodrigues/Mirante AM

Relembre o caso: SÃO LUÍS – Na tarde desta terça-feira (1º), o radialista Francisco das Chagas Oliveira Santos, conhecido como Franklin Night, se entregou à polícia e irá cumprir o mandado de prisão preventiva, por ser suspeito de incitar a população de Urbano Santos a depredar patrimônio público, durante protesto contra a morte violenta da menina Maísa Moreno da Silva, de 6 anos.
Segundo o superintendente da Polícia Civil do Interior (SPCI), delegado Dicival Gonçalves há provas de que o radialista foi o mentor da ação criminosa da população em Urbano Santos.
“As investigações apontam que ele teria sido o mentor, que incentivava a população a depredar o patrimônio público. Inclusive, ele teria dado rojões e até gasolina aos populares, para que ateassem fogo nos prédios públicos da cidade. [...] O intuito era queimar processos, soltar presos. [...] Há testemunhas que viram a ação do radialista, inclusive pessoas que participaram do crime apontam Franklin Night como o responsável. Há até áudios dele falando na rádio incentivando o crime”, explica o delegado.
Ainda de acordo com o superintendente da SPCI, apesar das provas, Franklin Night disse, em depoimento, que não incentivou ninguém a cometer vandalismo. O suspeito será encaminhado para o Complexo Penitenciário de Pedrinhas.
Ouça a entrevista completa que o delegado deu na rádio Mirante AM, falando sobre o caso.
PARA OUVIR AS ENTREVISTAS, CLIQUE AQUI
Francisco das Chagas Oliveira Santos também deu entrevista à rádio Mirante AM, e negou todas as acusações. Segundo o radialista, que não tem registro profissional da área, ele se apresentou espontaneamente para prejudicar a população de Urbano Santos. Além disso, Franklin Night alega que está sendo vítima de manobras políticas.
“Eu estou sendo usado como bode expiatório pelo promotor e pelo juiz da minha cidade. Eles me mandaram dar uma nota na rádio e na hora que eu estava lendo a nota para acalmar a população, eles autorizaram aquela operação que causou toda a revolta na cidade. Eu estou sendo vítima de uma perseguição política no meu município. Na verdade, fui eu quem deu todas as pistas para a polícia pegar o estuprador. Eu nunca incentivei a violência, pelo contrário, disse para não agredir a família nem o criminoso”, alegou.
IMIRANTE.COM, COM INFORMAÇÕES DA MIRANTE AM
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