quarta-feira, 6 de julho de 2016

Divulgação de salários causa crise entre deputados e "fantasmas" na AL-MA

Há motorista de deputado recebendo mais de R$ 16 mil. Parlamentares exigem equiparação de vencimentos de apadrinhados


Do Atual 7

Causou crise no Sitio do Rangedor, onde fica abrigado o Palácio Manuel Beckman, sede na Assembleia Legislativa do Maranhão, a divulgação de nomes e salários de todos os parlamentares e servidores da Casa.
A medida foi determinada pelo juiz Douglas de Melo Martins, da Vara de Interesses Difusos e Coletivos, em atendido a uma Ação Civil Pública proposta pelo Ministério Público estadual com base em parecer técnico do órgão. Após o presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão, desembargador Cleones Cunha, se declarar suspeito de julgar um recurso impetrado pela Casa para impedir a divulgação da lista, a AL-MA ainda tentou aplicar um zignal no magistrado, enviando apenas os vencimentos líquidos dos deputados e servidores, mas foi obrigada a enviar o real salário bruto de todos os lotados em seu quadro de pessoal.
Segundo fontes ouvidas pelo ATUAL7, a confusão ocorreu na sala da Presidência, na manhã desta terça-feira 5. Alguns parlamentares reclamaram ao deputado Humberto Coutinho (PDT) que seus afilhados estariam ganhando menos que os de outros colegas de Parlamento. Eles exigiram que Coutinho “dê um jeito” para equiparar os salários de todos. O ATUAL7 apura quais parlamentares estiveram presentes da reunião.
Ainda de acordo com as fontes, uma das maiores reclamações na reunião ocorrida na Presidência teria sido pelo fato de um deputado ter um motorista recebendo mais de R$ 16 mil. O ATUAL7 já apura quem é o parlamentar e o servidor.
A crise também alcançou diversos funcionários fantasmas. Eles também reclamam, diretamente aos seus padrinhos políticos, a diferença salarial, principalmente aos que não estão em primeiro mandato.

Empréstimos

Há suspeitas ainda, segundo se comenta nos bastidores da Assembleia, que alguns dos nomes que aparecem na lista entregue à Justiça sequer sabem de suas nomeações. Eles teriam sido lotados na Casa em um esquema paralelo que serve para que os deputados realizem empréstimos e outros benefícios bancários.
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