segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Coreia do Norte executa um ex-ministro e um funcionário da educação com tiros de bateria antiaérea


Kim Jong-un preside Congresso do Partido dos Trabalhadores da Coreia do Norte


Kim Jong-un preside Congresso do Partido dos Trabalhadores da Coreia do Norte (Kyodo/Reuters/Reuters)

O regime da Coreia do Norte voltou a executar publicamente funcionários vistos como uma “ameaça” à autoridade do ditador Kim Jong-un, com a morte de dois oficiais de alto escalão. De acordo com o jornal sul-coreano JoongAng Ilbo, o ex-ministro da agricultura Hwang Min e o funcionário do Ministério da Educação Ri Yong-jin foram assassinados no início do mês, com tiros de baterias antiaéreas, em uma academia militar em Pyongyang.


Segundo a publicação, Yong-jin foi executado por ter caído no sono durante uma reunião presidida por Kim Jong-un. Já Hwang foi culpado por propor políticas vistas como uma afronta ao ditador. O jornal afirmou que os relatos foram feitos por uma “fonte secreta” na Coreia do Norte, com “conhecimento especial” sobre o regime.

As novas execuções são semelhantes a outros casos de assassinatos encomendados por Kim Jong-un desde que assumiu o posto de seu pai, há 5 anos. Em abril do ano passado, Hyon Yong-chol, ex-ministro da Defesa, foi executado por dormir durante um evento militar que contava com a presença de Kim. Até mesmo o tio do ditador, Jang Song-thaek, foi executado por uma suposta traição ao governo norte-coreano, em 2013.
As duas mortes do mês passado parecem ser um alerta do governo a seus oficiais, após a fuga de Thae Yong-ho, funcionário da embaixada da Coreia do Norte em Londres, que pediu asilo na Coreia do Sul. O regime do ditador chamou Thae de “escória humana” e afirmou que ele estava tentando escapar de punições por ter vendido segredos de Estado e abusado de um menor de idade.
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