terça-feira, 1 de novembro de 2016

Campanha alerta homens sobre os riscos de câncer de próstata

Cerca de 30% dos pacientes oncológicos em tratamento no Hospital do Câncer, no Maranhão, são de câncer de próstata; Novembro azul alerta para necessidade de prevenção 
O INCA calcula que, dois anos atrás, em 2014, houve registro de 68 mil novos casos de câncer de próstata no país. No Maranhão, até o início de 2015, foram 910 registros, sendo 230 somente na capital São Luís. Hoje, cerca de 30% dos pacientes oncológicos em tratamento no Hospital do Câncer, no Maranhão, são de câncer de próstata. Ainda de acordo com o Instituto, até o fim de 2016, devem ser diagnosticados 61 mil novos casos no Brasil. Por ano, são, em média, 13 mil mortes, uma a cada 40 minutos.

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Foi em decorrência dessas estatísticas que nasceu a campanha “Novembro Azul”, criada pelo Instituto Lado a Lado pela Vida para orientar a população masculina sobre a doença e sobre os exames que o homem deve fazer. Além de focar na prevenção ao câncer de próstata, as ações que ocorrem este mês, em todo o país, pretendem, também, alertar o homem sobre a importância de cuidar da saúde como um todo.
O câncer de próstata tem cura e quanto mais cedo for diagnosticado maiores as chances de sucesso no tratamento. “É preciso que os homens aumentem a frequência com que procuram o médico e realizem exames preventivos, em especial, aqueles que têm histórico familiar de ocorrência de câncer de próstata na família ou entre amigos; alimentação inadequada, pouca ou nenhuma atividade física; e os que fazem uso de bebida alcoólica e cigarro, entre outros”, alerta Gil Fonsêca, urologista do Hapvida Saúde.
Câncer de próstata
O especialista explica que a próstata é uma glândula localizada perto da bexiga. A doença ocorre quando as células da próstata começam a se multiplicar de forma desordenada. O perigo é que, no início, o câncer na região não apresenta sintomas.
A Sociedade Americana de Urologia recomenda que o exame de sangue para a dosagem do PSA – antígeno prostático específico – seja realizado, pelo menos, uma vez por ano, por homens a partir dos 50 anos. “Já para os que têm histórico familiar com a doença, a recomendação é que esse cuidado comece aos 45 anos”, lembra o urologista.
Apesar do avanço da medicina e dos testes, o médico Gil Fonsêca orienta que nem sempre somente o exame de PSA é suficiente para se obter o diagnóstico completo, por isso, é importante também se realizar o exame toque retal. E é aí que entra um fator social relevante nos cuidados com a saúde do homem: o preconceito. A psicóloga Carla Cristini Oliveira, também do Hapvida Saúde, revela: “O preconceito e os tabus têm diminuído, mas ainda são os principais motivos para a não realização do exame”.
A especialista relaciona essa postura preconceituosa à existência de uma sociedade machista, que impõe regras de comportamento para que o homem seja considerado “macho”. Entre elas, estão o mito da saúde inabalável do homem, já que, para essa sociedade, somente ele deve prover a casa e a família; e o fato de que o exame de toque retal poria em xeque a masculinidade
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