sábado, 17 de dezembro de 2016

Após intenso debate vereadores desistiram de reajustar o próprio salário

Após protesto de movimentos sociais na Câmara, votação não teve quorum. Votação do Orçamento de 2017 ficou para a próxima semana.


Depois de horas de debate na sexta-feira (16), os vereadores de São Paulo/SP desistiram de reajustar o próprio salário e adiaram para a semana que vem a votação do orçamento da prefeitura de 2017.

Foi uma sessão conturbada, com várias pausas, muita discussão e pouco acordo. Os vereadores tentaram aumentar os próprios salários em 26,3%, de R$ 15 mil para quase R$ 19 mil. Com a pressão feita por movimentos sociais que lotaram o plenário da Câmara, alguns vereadores foram embora e não houve quórum.

Eram necessários 28 votos pra aprovação da medida, mas só foram obtidos 22. O vereador Milton Leite (DEM), que defendia o reajuste, diz que o projeto não vai mais ser discutido.

Se não for mesmo votado neste ano, os vereadores vão ficar mais quatro anos sem aumento. Isso porque o reajuste tem que ser feito em uma legislatura para valer só na próxima.

O vereador Adilson Amadeu (PTB) disse ser favorável ao aumento. “Eu contribuo com a população do Brasil porque quando eu faço a política que eu faço, eu acho que eu sou merecedor, não só dos votos, mas de um salário digno”, diz.

Antes dessa confusão toda, os vereadores discutiram o Orçamento do ano que vem por duas horas. O relator Atílio Francisco (PRB) fez questão de dizer que uma das polêmicas foi resolvida. O dinheiro extra que virá do aumento do valor das multas de trânsito voltou para a Secretaria de Transportes. Pelo texto anterior, os R$ 160 milhões iriam para a Secretaria de Governo e poderiam ser usados para propaganda.

Outra emenda também gerou polêmica. O vereador Jonas Camisa Nova (DEM) sugeriu uma reforma no prédio da Câmara. ”Foi feito um levantamento na parte do estacionamento, onde passa um córrego aqui debaixo, que está solapando todo o estacionamento, colocando em risco uma parte do prédio”, diz.


A obra custaria R$ 30 milhões e o dinheiro sairia da varrição das ruas da capital - o que causou protesto dos varredores.

do G1 SP

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