domingo, 12 de março de 2017

Vôlei feminino de Chapadinha vence em Caxias

Por William Fernandes - domingo, 12 de março de 2017


A equipe feminina "Amigas do Vôlei", de Chapadinha, jogou neste sábado (11) na cidade de Caxias e venceu fácil a equipe local, por 3 sets a 0. Apesar de alguns desfalques, a equipe chapadinhense mostrou toda a sua superioridade e conquistou mais uma vitória para nosso esporte.

Nena, Kacylda, Samy Emanuele, Fernanda, Edileuza, Lidiane, Estér.
Técnico: Rubenito
O vôlei de Chapadinha, a exemplo do basquete, sempre foi destaque no Leste maranhense, mas há pelo menos dez anos que não há uma renovação. Tanto no masculino quanto no feminino, os atletas que representam a cidade em jogos intermunicipais são os mesmos que jogam desde a década de 90.

Ao longo dos anos nunca houve políticas públicas de incentivo à pratica de modalidades como basquete, vôlei, handebol, entre outras. As ações resumem-se apenas a torneios temporários de futebol de campo e futsal.

A maioria das equipes só participa das competições quando o poder público promete uma gorda premiação em dinheiro. Um troféu, ou apenas a satisfação em participar dos eventos, por si só não bastam para os atletas que, mal acostumados, preferem ficar fora.

Secretários de esportes já fizeram os mais belos planejamentos para disseminar a prática esportiva nos mais diversos ambientes e modalidades, com o objetivo de atrair a atenção de crianças e adolescentes, mas nunca conseguiram tirar as ideias do papel. Falta uma atenção especial dos prefeitos.

Só fazer torneios e patrocinar premiação em altos valores, ou com distribuição de cerveja, não é incentivar o esporte. Tem que ensinar o bê-a-bá, criar escolinhas, promover a prática em todas as escolas e aproveitar melhor nossas arenas esportivas, como o ginásio Nonato Vale e o campo de beach-soccer e vôlei de areia, por exemplo.

É prerrogativa do poder público oferecer as condições, não dos próprios atletas, ter que correr atrás de bolas, traves, redes, uniformes, espaço físico.

Alô políticos, construam mais praças esportivas, que no futuro não precisaremos mais construir tantos presídios ou casas de recuperação de dependentes químicos.   
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