.

.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Agora fedeu! Mercado Público de Chapadinha, o mais sujo e fedorento da região

Sempre que vou ao Mercado Público de Chapadinha, sou abordado por feirantes que não suportam mais o estado de abandono em que se encontra aquele estabelecimento. Pessoas que há mais de 20 anos tiram o sustento dali dizem que aquele lugar sempre foi um filho rejeitado por administrações seguidas, mas que nunca esteve tão esquecido como agora.

Obs.: Não tirei fotos do banheiro. Não tive coragem de entrar lá...






A reforma, iniciada na gestão passada (suspensa pelo governador Flávio Dino, a pedido de aliados dele aqui em Chapadinha), nunca mais foi retomada. O resultado, é um aspecto de chiqueiro de porco. É merda e lixo pra todo o lado.

Comerciantes e feirantes reclamam que desde janeiro as vendas caíram mais da metade. “As pessoas estão deixando de vir comprar aqui, por causa da sujeira e do fedor”, disse uma das feirantes mais antigas, que não quis ser identificada, com medo de retaliação. Outros disseram a mesma coisa, mas também não quiseram dar entrevistas, com medo.

Os urubus já não tem medo das pessoas. Passeiam tranquilamente no meio de todos. O lugar onde os açougueiros cortam a carne é um dos preferidos dos urubus. Atraídos pelos restos deixados pelos feirantes, eles fazem a festa.

Na parte de trás do mercado, há verdadeiras lagoas repletas de lama e lodo, onde os animais se encontram para um “happy hour”.

Num passado não muito distante, a promotora de justiça de Chapadinha à época, Dra. Doracy Reis obrigou o município a fechar o mercado para fazer uma reforma completa. O prefeito era Dr. Magno. Ele teve que fazer o que o Ministério Público mandou. Se não fizesse, seria enquadrado e pagaria multa altíssima.

Hoje pela manhã passamos cerca de 40 minutos fazendo fotos e vídeos e conversando com várias pessoas, mas não apareceu ninguém da administração do mercado.


A gente vê eles todo domingo, cobrando as taxas da gente. Cuidar daqui, que é bom, nada”, disse uma vendedora de lanche, que também não quis ser identificada.
Compartilhe via: