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segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Adolescente estuprada durante festa em Chapadinha conta tudo ao blog do William

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"Clara" (nome fictício), de 17 anos, foi estuprada na madrugada de sábado para domingo, durante uma festa que ocorria na Associação Cangaia. Apesar da gravidade do crime, a vítima não registrou B. O. 

Ela nos relatou, agora há pouco, como tudo ocorreu:

"Eu estava atrás do palco, com 'Rafael' (nome fictício), quando o bandido veio com uma faca e um revólver e nos levou para outro lugar, mais escuro e um pouco distante das pessoas que estavam na festa. Lá ele mandou nós tirarmos as roupas, nos assaltou e mandou eu ficar de joelhos, de frente pra ele. Aí 'começou'... fez tudo comigo. O tempo todo com a faca em meu pescoço, dizendo pro 'Rafael' que se ele se metesse eu morreria".


Fizemos esta postagem, a fim de que a sociedade e as autoridades não encarem este fato apenas com o mais um, em meio a tantos que nos aterrorizam todos os dias em nossa cidade. Para que seja dado início a um relevante debate buscando medidas urgentes que normatizem e fiscalizem a realização de eventos voltados para a classe jovem de Chapadinha, antes que seja tarde demais.

Por William Fernandes - terça, 8 de agosto de 2017


Na madrugada do último domingo, dia 6 de agosto, uma jovem de apenas 17 anos de idade, foi estuprada por um homem durante uma festa que estava sendo realizada na Associação Cangaia, que fica no Bairro Boa Vista, às margens da MA 230, na saída de Chapadinha, sentido Anapurus. 

O fato tinha ficado abafado, até que algumas pessoas começaram a comentar em redes sociais e este tornar-se o comentário do dia na cidade e até na região. 

O Blog do William foi procurado logo pela manhã, por um amigo da vítima, para fazer uma matéria, denunciando o crime, uma vez que a adolescente não queria registar ocorrência.

Somente ontem à tarde, depois de novo convite, fomos à residência da jovem, que aceitou nos contar como tudo ocorreu. Abaixo, relatamos toda a história contada pela vítima e por uma irmã dela, que nos acompanhou durante a conversa.  

*Neste relato usamos nomes fictícios para representar as personagens envolvidas, a fim de preservamos suas identidades.

A jovem “Clara” (nome fictício), de 17 anos de idade, assim como muitas outras de sua idade, ou até mais jovens, tirou a noite do último sábado (5), para se divertir em uma das muitas festas que ocorrem todos os fins de semana em Chapadinha. Ela foi acompanhada de sua irmã, “Joana” (nome fictício) maior de idade. A festa era com uma banda de forró aqui mesmo da região, na Associação Cangaia. As duas são muito amigas dos integrantes da banda.

A festa já estava pela metade, quando Carol decidiu se encontra lá atrás do palco com “Gabriel” - que mora em uma cidade da região - com quem ela fica, de vez em quando.

— Estávamos atrás do palco. Um pouco escuro. A gente tinha apenas se beijado e estávamos conversando, quando apareceu um cara com uma faca e uma [suposta] arma de fogo. Ele colocou a arma no meu pescoço, por baixo dos meus cabelos e mandou a gente caminhar até um pouco mais longe do local. Ele disse se a gente reagisse ele me mataria. Passamos perto das pessoas que estavam dançando, mas ninguém notou nada, contou Clara, que continuou:

— Ele nos levou para um lugar mais escuro e um pouco distante das pessoas. Ficamos perto de um buraco que tem no muro. Lá ele mandou a gente tirar as roupas. Nessa hora, ele já estava com a faca, apertando contra meu pescoço, dizendo pro Gabriel não fazer nada, senão ele me mataria. Pegou nossos celulares. Tirei o short e joguei no chão, onde ele mandou. Só que antes, tirei um dinheiro que estava no bolso e um cordão (de ouro, segundo ela), joguei no chão e cobri com umas folhas (usando os pés). Junto com meu dinheiro, tinha R$ 100,00 de um primo meu. Eu pensei que tinha jogado tudo junto, mas os R$ 100,00 ficaram no short (que ele recolheu depois). Logo em seguida, ele mandou em me ajoelhar de frente pra ele. Aí começou... foi horrível. Depois ele me virou de costas e me jogou contra o muro. Até me machuquei (nos braços). Ele fez de novo [o ato sexual], por trás e de todo o jeito. Ele agarrava meus cabelos e dizia o tempo todo que já vinha me observando e que tinha muita vontade em mim,disse Clara.

Quanto ao Gabriel, Clara disse que enquanto ela era abusada, ele ficou o tempo todo deitado, ali perto, só de cueca.

— Ele não reagiu, com medo de o bandido me matar, pois ele não tirava a faca do meu pescoço. Colocou [a faca] até na minha barriga.

Passados alguns minutos de pesadelo, o estuprador ficou com receio de ser visto, pois algumas pessoas passavam a uma certa distância do local e poderiam ver a cena, segundo Clara. Nisso ele teria ordenado aos dois que se dirigissem para mais distante.

— Quando ele mandou a gente se afastar, o Gabriel encontrou um pedaço de pau no chão. Nessa hora ele partiu pra cima do estuprador, que me largou, mas ainda riscou a faca em meu pescoço, tentando me cortar. Minha sorte é que a faca era cega, afirmou Clara, que aproveitou o momento de descuido do estuprador para fugir, em direção ao local da festa.

— Só não fiquei completamente pelada na frente das pessoas, porque achei a camisa do Gabriel no chão e me vesti.

Neste momento, as pessoas da banda, de quem ela e a irmã são amigas a socorreram. Clara disse que a vocalista do grupo, a cantora Drika, teria pedido aos seguranças para ver uma ocorrência atrás do palco, mas sem explicar o que de fato teria ocorrido. — Só que os seguranças não deram muita atenção, reclamou Clara.

A partir desse momento, Joana, irmã de Clara, ficou sabendo do ocorrido e providenciou roupas com os amigos da banda. Quando já iam saindo, para irem embora, Clara disse ter visto o estuprador, do lado de fora do clube.

— Ele ficou só me encarando e debochando de mim, balançando a cabeça. Eu estava traumatizada e fiquei muda, não tive coragem de dizer nada para minha irmã, relatou a vítima.

Joana disse ter ficado com raiva pelo fato de sua irmã não ter dito naquele momento que o estuprador estava ali, em sua frente, na saída do clube. — Ela só foi me dizer quando a gente já estava na moto, com um amigo que nos levava para casa. Lá na frente ela disse: ‘Joana, foi aquele cara que estava lá, balançando a cabeça, que me estuprou’. Nessa hora eu pedi pro nosso amigo voltar e avisar pra polícia, pois tinha uma viatura lá perto. Minha irmã insistiu e pediu pra não voltarmos. Assim, viemos para casa.

Joana disse que o fato foi informado apenas para alguns amigos, que as orientaram a registrar uma ocorrência na Delegacia da Mulher de Chapadinha, mas que a menor não quer, por medo de represália do estuprador, que disse conhecê-la.


Nas redes sociais, internautas questionam alguns aspectos como o controle do limite de idade para entrar em bailes noturnos, bem como o esquema de segurança (ou a falta de) na maioria dos eventos realizados em Chapadinha. As estruturas e os locais onde os eventos são realizados também estão no centro dos questionamentos dos internautas, que pedem mais atenção das autoridades competentes do município, a fim de evitar futuras tragédias sociais.
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