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sexta-feira, 17 de novembro de 2017

PF prende 14 pessoas durante operação que apura desvios de recursos na saúde no Maranhão

  • Em coletiva, a Polícia Federal informou que a operação iniciou com o caso de uma enfermeira que recebia super salário em Imperatriz, a 626 km de São Luís.

  • Do uol 
  • Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (16) uma operação para apurar indícios de fraudes na contratação de serviços de saúde no Maranhão. Batizada de Pegadores, a ação faz parte da 5ª fase da Operação Sermão aos Peixes, que investiga desvios de recursos públicos em contratos de gestão e termos de parceria firmados pelo governo maranhense. Os desvios ultrapassariam, R$ 18 milhões. Os nomes das operações fazem referência a sermão do Padre Antônio Vieira.
De acordo com a Polícia Federal, estão sendo cumpridos 45 mandados judiciais, sendo 17 mandados de prisão temporária e 28 mandados de busca e apreensão. O Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU), o Ministério Público Federal e Receita Federal do Brasil também participam da operação.
Os mandados estão sendo cumpridos nas cidades de São Luís, Imperatriz e Amarante, no Maranhão, e em Teresina, no Piauí. São alvos dos agentes a sede da Secretaria de Estado da Saúde do Maranhão e a Superintendência de Acompanhamento à Rede de Serviços. Servidores públicos vinculados à Secretaria de Estado da Saúde, diretores, tesoureiros e administradores de empresas e entidades prestadoras de serviços de saúde foram presos preventivamente.
Segundo a PF, foi determinado o bloqueio judicial e sequestro de bens em valor total que supera a cifra de R$ 18 milhões. Para os investigadores, existem diversos indícios de que servidores públicos que exerciam funções de comando na Secretaria de Saúde maranhense no ano de 2015 montaram um esquema de desvio de verbas e fraudes na contratação e pagamento de pessoal.
De acordo com a PF, cerca de 400 pessoas teriam sido incluídas indevidamente nas folhas de pagamentos dos hospitais estaduais, sem que prestassem qualquer tipo de serviços às unidades hospitalares. Os beneficiários do esquema eram pessoas indicadas por agentes políticos, como familiares, correligionários de partidos políticos, namoradas e companheiras de gestores públicos e de diretores das organizações sociais.
Empresas de fachada também eram usadas nas fraudes. "Em fevereiro de 2015, uma sorveteria passou por um processo de transformação jurídica e se tornou, da noite para o dia, uma empresa especializada na gestão de serviços médicos. A "sorveteria" foi utilizada para a emissão de notas fiscais frias, que permitiram o desvio de R$ 1.254.409,37", afirma nota divulgada pelos investigadores. 
Os suspeitos podem ter de responder pelos crimes de peculato, corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Após os procedimentos legais, os investigados serão encaminhados ao sistema penitenciário estadual, onde permanecerão à disposição da justiça federal.
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