Mais da metade da população mundial ainda não tem acesso à internet. É através desta motivação que o Google desenvolve o Projeto Loon, com o objetivo de estender a conectividade à Internet para pessoas em áreas rurais e remotas em todo o mundo.
A elaboração deste projeto iniciou no começo de 2011 sob incubação no Google X Lab. Após passar por uma série de testes no Vale Central da Califórnia, o Google anunciou oficialmente o Projeto Loon em 14 de junho de 2013.
No Brasil, o Google testou seu empreendimento de acesso à Internet via balão no Piauí em 2014. E em outubro de 2017, balões sobrevoaram os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Pará e Maranhão. Na ocasião era, possível localizá-los através do site Fightradar24.com.
O QUE É O PROJETO LOON?O projeto trabalha em parceria com empresas de telecomunicações para estender a conectividade à internet para áreas rurais e remotas, para que pessoas de todos os lugares possam acessar a Internet diretamente de smartphones e outros dispositivos compatíveis com LTE (Long Term Evolution – tecnologia móvel de transmissão de dados).
Consiste em uma rede de balões que viaja na estratosfera, aproximadamente 20 km acima da superfície da Terra, bem acima dos aviões, da vida selvagem e de fenômenos climáticos.
COMO FUNCIONA?O sinal de internet sem fio é transmitido para o balão mais próximo do parceiro de telecomunicações no solo, retransmitido pela rede de balões e enviado de volta para pessoas em áreas rurais e remotas. Cada balão tem uma área de cobertura de 5.000 quilômetros quadrados.
Na estratosfera, os ventos estão divididos em camadas. Cada uma delas varia em velocidade e direção. Para levar os balões aonde eles precisam ir, o Projeto Loon usa modelos preditivos de ventos e algoritmos de tomada de decisão a fim de subir ou descer cada balão para uma camada de vento que sopre na direção desejada. Ao se moverem com o vento, os balões podem ser organizados para oferecer cobertura aos lugares em que é necessária.
COMO ISSO É POSSÍVEL?Os balões são projetados e fabricados em escala para sobreviver às condições da estratosfera, na qual os ventos podem passar de 100 km/h, e a fina atmosfera oferece pouca proteção contra a radiação UV e oscilações drásticas de temperatura, que pode chegar a -90° C. Feito de folhas de polietileno, cada balão do tamanho de uma quadra de tênis é construído para durar mais de 100 dias na estratosfera antes de retornar ao solo de forma controlada.
O Projeto Loon pegou os componentes mais essenciais de uma torre de celular e os reprojetou para que fossem leves e duráveis o suficiente para serem carregados por um balão a 20 km de altura, na estratosfera. Todos os equipamentos são altamente eficientes em termos de energia e são alimentados exclusivamente por energia renovável, com painéis solares alimentando as operações durante o dia e uma bateria recarregável durante a noite.
A equipe do projeto rastreia a localização de cada balão usando GPS, trabalhando diretamente com o controle de tráfego aéreo local para levar cada balão com segurança ao solo em áreas despovoadas. Quando um balão está pronto para ser retirado de serviço, o gás lift que o mantém em voo é liberado, e o paraquedas é aberto automaticamente para que o balão desça ao solo de forma controlada. As equipes de recuperação recolhem os equipamentos para reutilização e reciclagem.
Confira mais sobre o projeto no link: https://goo.gl/TvD4Tx