Delegado Furrupa: A Lenda


Por William Fernandes (Matéria postada originalmente em 23 de dezembro de 2014) Foto: acervo de família do jornalista Eduardo Braga

Se em Chapadinha alguém perguntar por Sargento Luis Monteiro de Sousa, é bem provável que quase ninguém saberá de quem se trata. Mas se perguntar pelo delegado Furrupa, certamente muitos saberão.  O lendário delegado conhecido como "Furrupa", que atuou em Chapadinha nos anos 80, deixou um legado de histórias pitorescas na memória dos chapadinhenses, que ainda hoje são contadas em rodas de amigos.


Tido como um homem valente e muito duro contra os criminosos, ele metia medo até em cidadãos de bem, que se "pelavam" de medo quando ouviam falar em seu nome. Ele foi trazido à cidade no tempo em que Zé Vieira era um dos chefes políticos de Chapadinha.

Furrupa colocou atrás das grades alguns considerados intocáveis da cidade. Ele foi assassinado em São Luis.


A fama de “cangaceiro” veio de longe. Em Buriticupu, por exemplo, há relatos de casos de tortura contra presos. Mas houve quem o desafiasse, naquela cidade, no fim dos anos 70, conforme relato a seguir:

O Sargento Luis Monteiro de Sousa, conhecido como sargento Furrupa que só era falado na sua ausência, foi nomeado delegado da recém-criada delegacia de Buriticupu/MA. Furrupa ficou conhecido em todo o Maranhão devido ao seu jeito de trabalho que mandava espancar os presos, mandava matar e se achava o dono do povoado. Só que no seu caminho apareceu um senhor Antônio, 25 anos, conhecido como Fogoió que não tinha medo de nada e pôr diversas vezes desafiou o sargento Furrupa e seus oito homens para brigar, chegando a sacar sua peixeira e chamar todos de covarde. Fogoió foi preso diversas vezes e amarrado de cabeça para baixo, pois toda vez que era preso ele não passava nem duas horas preso e conseguia fugir.

O último problema entre o Sargento Furrupa e o Fogoió o mesmo foi espancado e algemado pé e mão, colocado em uma cela de cabeça para baixo e todo ensangüentado conseguiu fugir na mesma noite da delegacia, onde só tinha um policial de plantão. O sargento foi avisado na mesma noite e, sem querer acreditar, falou em meio a multidão que Fogoió só poderia ter pacto com o diabo, logo após sua fuga o mesmo nunca mais foi visto na região.


Com relatos de Weldyman Vitório de Sousa (2003)

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