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sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Suspeito de triplo homicídio na Patrimônio Show é executado no Amapá

Alessandro Ribeiro, o Menor P, estava foragido de Pedrinhas desde outubro deste ano; Polícia do Amapá apura se a morte teve relação com crimes do Maranhão



A Polícia Civil do Estado do Amapá confirmou, nesta quinta-feira, 5, que o jovem de 24 anos executado a tiros dentro do salão de beleza de sua propriedade era foragido do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís. O rapaz foi identificado como Alessandro Oliveira Ribeiro, o Menor P, que fora beneficiado com saída temporária, em outubro deste ano, mas não retornou ao presídio. Ele era suspeito de um triplo homicídio que aconteceu no dia 23 de agosto de 2014, na porta da antiga Patrimônio Show, na Praia Grande.

Segundo a polícia, Alessandro tinha um salão de beleza, onde estava trabalhando como cabeleireiro, na 7ª Avenida do bairro Congós, zona rural de Macapá. Dois homens chegaram ao local, na noite de terça-feira, 3, por volta das 20h, e, de imediato, sacaram as armas de fogo e renderam os clientes, incluindo crianças que aguardavam para que seus cabelos fossem cortados. Depois, abordaram Menor P, que foi levado por um dos autores até o banheiro, onde foi morto com vários disparos.

Os tiros, segundo o tenente Aurélio, atingiram a cabeça da vítima. Após confirmarem que realmente Alessandro Ribeiro estava morto, os suspeitos saíram sem levar nada do salão e entraram em um carro vermelho, que os aguardava na esquina.

 Polícia e populares no local onde Alessandro Oliveira Ribeiro foi morto


Identificação do carro

Por meio de imagens de câmeras de segurança de comércios da região onde o crime aconteceu, policiais do Batalhão de Força Tática (BFT) conseguiram localizar o carro na rodovia Duca Serra. No automóvel, estavam o condutor e a namorada. Ele trabalha como motorista por aplicativo.

“Os assassinos foram deixados na Baixada do Ambrósio, no município de Santana. E interceptamos o carro no retorno. Inicialmente, o motorista declarou que ele e a namorada foram rendidos pela dupla, mas depois a versão mudou. Caberá à Polícia Civil apurar o possível envolvimento”, declarou o tenente Aurélio.

Enquanto ocorria a perseguição, peritos criminais examinavam o local do crime, que estava repleto de sangue no banheiro. A Polícia Civil do Amapá apura se o assassinato de Menor P teve relação com a vida criminosa dele no Maranhão, pois Alessandro Oliveira era de uma facção, mas “rasgou a camisa” depois que o pai dele foi executado no bairro São Francisco, em São Luís. A investigação está sendo conduzida pelo delegado Luiz Carlos, da Delegacia de Homicídios.

Prisão de Alessandro

Quando era procurado pela morte de três pessoas na entrada da antiga Patrimônio Show, na Praia Grande, Alessandro Oliveira Ribeiro foi capturado no dia 29 de setembro de 2014, ou seja, pouco mais de um mês após o triplo homicídio (uma das vítimas daquele caso teria decapitado parentes dele no Complexo de Pedrinhas), em um apartamento no bairro Turu, em São Luís. Em companhia de mais três pessoas no imóvel, ele foi encontrado com uma pistola ponto 40 e drogas.

Na época, o delegado Armando Pacheco, então titular da Superintendência de Polícia Civil da Capital (SPCC), disse que Menor P estava sendo monitorado desde o triplo homicídio. Então, por meio de dados colhidos pela equipe policial e denúncias passadas por “informantes”, localizaram o suspeito, que tinha acabado de sair de uma facção para ingressar em outra. Ele estava participando de uma espécie de “reunião de negócios”, com integrantes da mesma organização criminosa.

Além de Alessandro, participaram do “encontro” Edson Pinto Diniz, 29, conhecido como “Polo”; Iolete Reis Rodrigues, 36, e mais um adolescente de 17 anos. O delegado Pacheco contou que “Polo”, durante o cerco policial ao Residencial Tupi 2, na Avenida Mato Grosso, no Turu, pulou da janela do edifício, diretamente do 3° andar, na tentativa de escapar da prisão. Porém, caiu em uma área alagada, do lado externo do imóvel, e se machucou na região das pernas.

No apartamento, os investigadores recolheram cerca de 338 gramas de uma substância semelhante à cocaína; uma pistola ponto 40 (contendo 12 munições não deflagradas) e uma balança de precisão digital. Apreenderam, ainda, vários documentos em nomes de pessoas desconhecidas.

Motivação das mortes

Menor P confirmou que, de fato, atirou em Fabrício Dimas dos Santos (que morava no bairro do São Francisco), 24, e Ailton Marinho de Aquino, que eram da facção rival, como afirmado pelo conduzido. O suspeito declarou que executou Fabrício porque este teria participado da morte do pai, irmão e cunhado de Alessandro Oliveira, na rebelião de 17 de dezembro de 2013, no Complexo de Pedrinhas. Os familiares dele, Manoel Laécio dos Santos Oliveira, Alex Oliveira e Diego Michael Mendes Coelho, 21, respectivamente, foram decapitados.

Diego Michael era filho de Domingos Pereira Coelho, o “Laranjeito”, 58, que foi morto a tiros em 15 de abril de 2014, no São Francisco. A fim de se vingar, “Menor P” planejou e matou Fabrício. Com relação à outra vítima do triplo homicídio, Ailton Marinho, Alessandro Oliveira confessou que o baleou porque tinha conhecimento de que ele traficava entorpecentes no Polo Coroadinho, em uma área dominada pela facção rival dele.

Já sobre a vendedora de bombons Franciana Vieira Uchoa, que também foi alvejada na ocasião, “Menor P” comentou que ela foi vítima de bala perdida. Alessandro Oliveira, Iolete, “Polo” e o adolescente foram levados à então Delegacia de Homicídios da Capital (hoje Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa), onde foram interrogados pelo delegado Marco Antônio, que era responsável pelo caso.

O triplo homicídio

Na madrugada de 23 de agosto de 2014, ocupantes de um veículo Siena preto, de placa NXE-9059, promoveram um tiroteio em frente ao Patrimônio Show, perto do Terminal de Integração da Praia Grande. Fabrício, Ailton e a vendedora ambulante estavam na porta da casa de eventos, quando houve os disparos. Uma terceira pessoa, Derivan Viana Costa, 22, também foi baleada, mas passou por uma cirurgia e sobreviveu ao ataque.

Fabrício, de acordo com informações policiais, usufruía do regime aberto, tendo saído no dia anterior à sua morte do Complexo de Pedrinhas.


do Imirante.com

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