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quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Bebê de um mês morre após ser estuprada em Tutóia; família do pai é suspeita

Suspeita é de que algum membro da família paterna da recém-nascida tenha abusado sexualmente da menina de apenas um mês de vida, no Maranhão
Pai chegou a ser preso, mas foi liberado por falta de provas; familiares da mãe, 
que morreu no momento do parto, cobram solução para o caso
Uma bebê de apenas um mês e uma semana de idade morreu após ser estuprada na cidade de Tutóia, interior do Maranhão. A criança estava sob a guarda do pai, morando com ele, a avó, o avô e três tios após a mãe dela morrer durante o parto.

A bebê foi levada por uma vizinha até o hospital por estar “passando mal”, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Segundo laudo, realizado no corpo da menina após a morte, ela apresentava "fissuras agudas por trauma físico recente e lesões anais contusas por instrumento de ação contundente de características recentes".

Ela apresentava, também, lesões vaginais, que significariam um quadro de negligência com a higiene por parte da família. Anteriormente, a família materna da garota já tinha feito denúncias de maus tratos na casa onde ela morava. Segundo os parentes, a menina estava sendo alimentada com farinha e água.

"Uma criança inocente, que mal veio ao mundo, sem poder se defender, veio a óbito de uma forma tão cruel, tão desumana", lamentou Maria do Socorro da Silva, tia-avó da recém-nascida, em entrevista à TV Mirante.
Um inquérito foi aberto e a suspeita é de que algum membro da família do pai seja o responsável pelo estupro. Um rapaz chegou a ser preso, mas foi liberado em seguida por falta de provas de que ele teria cometido o crime. "Estamos intimando todos os familiares, vamos ouvir um a um", afirmou o delegado responsável pelo caso, Cristiano Morita.

"A linha é de que seja alguém da família, não há como fugir disso uma vez que a criança estava na casa do pai e lá estavam outros familiares e, infelizmente, o exame não consta quem é o autor, apenas constata as lesões indicativas de crime sexual. Então tudo vai ser devidamente apurado, estamos intimando todos os familiares, vamos ouvir um a um e vamos tentar chegar de forma precisa quem seria o autor dessas lesões", afirmou o delegado Cristiano Morita.

O Ministério Público do Tutóia também está acompanhando o caso. O promotor Fernando José Alves acha estranho que ninguém da família do pai tenha acompanhado a criança até o hospital.

"Nem a avó materna, nem os outros membros da família, nem o pai com quem a criança morava. (...) Uma situação um tanto quanto diferente, que causa estranheza", diz o promotor.

Duas semanas depois da morte da mãe da criança, a família materna da criança procurou o Conselho Tutelar para fazer uma denúncia de que o bebê estava sendo vítima de maus tratos. Os parentes da mãe apresentaram fotos que, segundo eles, comprovavam a situação ruim na casa onde o bebê estava morando. Também foram tiradas fotos da alimentação da criança: Farinha com água.

Os conselheiros foram à casa do pai, mas dizem ter encontrado uma situação que consideraram normal. A conselheira Deiselane Costa, que estava presente em uma das visitas, disse que a equipe não viu qualquer problema.

"Nenhum'... algo de anormal, ou alguma coisa. Aparentemente, normal. Casa simples, morava ele [Joel], eu acho que os pais dele também. Simples, mas nada de falta de higiene não", declarou a conselheira.

A família materna do bebê cobra agilidade nas investigações e quer que haja punição para quem cometeu a monstruosidade de estuprar uma criança nos seus primeiros dias de vida.

"A pessoa que pratica um ato desse com uma criança não é um humano que pode estar no meio da humanidade. Eu acho que é brutal, acho que nem os animais que são irracionais fazem isso", disse Maria do Rosário Silva, tia-avó da criança.

Com informações do G1 MA e Último Segundo

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